A Doença Renal Crônica (DRC) representa uma das afecções mais prevalentes na medicina veterinária felina, com prevalência estimada de 1,6 a 20% na população geral de gatos, afetando principalmente animais idosos com mais de 12 anos de idade, segundo artigo publicado na Pubvet.
Caracterizada como uma condição progressiva e irreversível, a DRC compromete a estrutura e função renal por um período superior a três meses, podendo resultar de qualquer condição que cause dano progressivo aos rins.
O manejo adequado desta patologia exige uma abordagem multidimensional que combine diagnóstico precoce, estadiamento preciso e protocolos terapêuticos individualizados. É nesse contexto que o Protocolo SUC, da Heel Vet, surge como uma alternativa terapêutica inovadora, fundamentada em evidências científicas e desenvolvida especificamente para otimizar o tratamento da DRC em felinos.
Entenderemos mais sobre a incidência da DRC em felinos, o que causa essa condição e as melhores opções de tratamento a seguir.
Compreendendo a Doença Renal Crônica Felina
Os rins desempenham funções essenciais para o organismo dos animais, e possuem uma considerável capacidade de compensação. Alguns estudos sugerem que, por conta disso, apenas quando cerca de 75% da função renal foi perdida é que começam a surgir os sintomas.
Esta característica explica por que muitos casos são diagnosticados em estágios avançados, reforçando a importância de exames preventivos regulares em gatos, especialmente para os animais que estão acima dos 7 anos de idade.
Sinais clínicos e manifestações da DRC
Com a progressão da doença renal crônica no felino, sinais clínicos mais evidentes podem surgir, como perda de peso, letargia, poliúria e polidipsia, halitose, úlceras orais e sintomas gastrointestinais.
Estes sintomas refletem o acúmulo de toxinas urêmicas no organismo e a falha dos rins em manter a homeostase adequada.
A IRIS (International Renal Interest Society), instituto especializado em doenças renais, desenvolveu um sistema de estadiamento cujo objetivo é estabelecer diretrizes para o tratamento, monitoramento e prognóstico para os nefropatas.
Os 4 estágios são definidos pelas concentrações de creatinina e SDMA do paciente estável e hidratado (em jejum), avaliadas em 2 ocasiões distintas (intervalo de 1 a 2 semanas).
Segundo a IRIS, a DRC pode ser classificada em quatro estágios:
- Estágio I: creatinina menor que 1,6 mg/dL (considerada normal); SDMA menor que 18 µg/dL (levemente elevada). Alguns sinais renais podem estar presentes, como baixa densidade urinária ou anormalidades renais na imagem.
- Estágio II: creatinina entre 1,6-2,8 mg/dL (extremo superior do normal ou levemente aumentada); SDMA entre 18-25 µg/dL (levemente elevada). Os sinais clínicos geralmente estão ausentes ou são leves.
- Estágio III: creatinina sérica entre 2,9 mg/dL a 5,0 mg/dL; SDMA entre 26-38 µg/dL. Nesta fase, iniciam-se as manifestações sistêmicas da perda da função renal, e sinais extrarenais podem variar em extensão e gravidade.
- Estágio IV: Creatinina acima de 5,0 mg/dL; SDMA acima de 38 µg/dL. Como resultado da função renal deficiente, produtos residuais e toxinas não podem ser adequadamente excretados e se acumulam no sangue, levando à uremia.
Importância do SDMA
O SDMA (dimetilarginina simétrica), é um aminoácido que serve como um importante biomarcador da função renal. A partir das análises clínicas de SDMA, é possível detectar a DRC, em média, 17 meses antes que as concentrações de creatinina sérica aumentem.
As concentrações de SDMA são menos afetadas por desidratação e massa muscular, e também aumentam mais precocemente na progressão da DRC, sendo detectáveis quando cerca de 40% da função renal está perdida, enquanto a creatinina geralmente não aumenta até que o gato tenha perdido quase 75% da função renal, como mostra este estudo.
Abordagem terapêutica convencional
O tratamento com bloqueadores das ações da angiotensina II, tais como os Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECAs) e os Bloqueadores dos Receptores AT1 da Angiotensina (BRAT1s), retarda a progressão da doença renal e reduz a proteinúria.
No tratamento da DRC, uma das abordagens com maior evidência científica é a alteração da dieta do animal. Estudos demonstraram que dietas renais terapêuticas aumentam significativamente o tempo de sobrevida de gatos com DRC.
Protocolo SUC: Inovação terapêutica baseada em evidências
Com mais de 25 anos de experiência no mercado mundial e já consolidado como tratamento de referência na Alemanha, o Protocolo SUC chega ao Brasil como alternativa no tratamento da Doença Renal Crônica.
A junção dos medicamentos Solidago®, Ubichinon® e Coenzyme® oferece suporte funcional e estrutural ao rim, atuando diretamente na estabilização dos sinais clínicos da DRC e na revitalização da função renal.
Mecanismo de ação do Protocolo SUC
O Protocolo SUC atua em três frentes principais: ativa a cadeia de transporte de elétrons (ATP), ativa o ciclo de Krebs (ATP) e, considerando a ativação das mitocôndrias, atua onde os medicamentos convencionais não atuam, regulando os processos enzimáticos do paciente.
Em estudo multicêntrico, prospectivo, observacional e não randomizado publicado em 2020, pesquisadores compararam a terapia SUC com o inibidor da enzima conversora de angiotensina benazepril em gatos com doença renal crônica.
Um total de 136 gatos foram triados para DRC, e 70 gatos foram elegíveis para o estudo. Trinta e três gatos foram designados para o tratamento SUC, e 35 gatos receberam benazepril com período de acompanhamento de 168 dias.
Entre os resultados apresentados, percebeu-se que a creatinina sérica permaneceu próxima aos valores basais em ambos os grupos de estudo, com valores ligeiramente melhores no grupo SUC. O escore clínico resumido, como medida de qualidade de vida, melhorou significativamente no grupo SUC nos dias 3, 7, 28, 56 e 112.
Este estudo piloto observacional também indicou que a eficácia da terapia multicomponente e multialvo SUC foi não inferior à do IECA benazepril comumente usado para o tratamento de DRC felina leve a moderada durante um período de acompanhamento de 168 dias.
Modo de aplicação do Protocolo SUC
O Protocolo SUC pode ser administrado por via subcutânea, intramuscular ou intravenosa, de acordo com a conduta e conhecimento do médico-veterinário. Os três medicamentos podem ser homogeneizados na mesma seringa, fazendo uma única aplicação. A dosagem varia da análise do médico veterinário e do peso do animal.
Monitoramento e prognóstico da doença renal em felinos
Após o diagnóstico da Doença Renal Crônica em felinos, o acompanhamento pelo médico veterinário, bem como os exames de sangue, urina e ultrassom, se tornam ainda mais constantes. A frequência de consultas deve seguir um novo parâmetro:
- Estágio 1: consultas e exames a cada 6 meses;
- Estágio 2: consultas e exames a cada 3 ou 4 meses.
Gatos que são diagnosticados com DRC IRIS Estágio 2 têm um tempo médio de sobrevida de dois a três anos em muitos estudos, enquanto aqueles que são diagnosticados no Estágio 4 sobrevivem, em média, menos de 6 meses.
Estes dados reforçam a importância crítica do diagnóstico precoce e da instituição imediata de protocolos terapêuticos apropriados.
Leve mais saúde renal para os seus pacientes com o Protocolo SUC
A Doença Renal Crônica em felinos exige uma abordagem multidisciplinar e individualizada. O Protocolo SUC da Heel Vet representa uma adição valiosa ao arsenal terapêutico disponível, oferecendo uma alternativa baseada em evidências científicas que atua em nível mitocondrial, complementando as terapias convencionais.
A incorporação do Protocolo SUC aos protocolos clínicos de tratamento da DRC felina pode proporcionar melhora na qualidade de vida dos pacientes, estabilização dos parâmetros renais e uma abordagem terapêutica mais completa e integrativa. Médicos veterinários que buscam ampliar as próprias ferramentas terapêuticas com segurança e fundamentação científica encontram no Protocolo SUC uma opção promissora e eficaz.
Para mais informações sobre como integrar o Protocolo SUC na sua rotina clínica, entre em contato com a equipe Heel Vet Brasil.